segunda-feira, 9 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Estive na Galheta
Domingo de Páscoa.
Na Galheta, encontramos dois surfistas. Eles ficaram de lado, observando as condutas.
Um rapaz, paulista, veio me pedir para cuidar das suas coisas: iria nadar um pouco. Fiquei com medo mas sorri e consenti: mar revirado, cheio de repuxo... Ainda comentei: Amigo, esta é uma praia naturista com opção ao nudismo, pode tirar o calção! Ele riu e eu disse: Bem, vai molhar seu calção...
Ele foi e logo o mar o puxou para o fundo e para perto do costão. Levantei e fiz sinal para João, que foi até a beira d'água e o chamou. Sem dar pé, ele foi segurando no rochedo e salvou-se. Os dois surfistas também estavam atentos.
Ele veio falar comigo, disse-lhe dos perigos daquele mar e das perdas que já tivemos. Era Páscoa, agora, e tudo acabava bem. Os dois surfistas também se achegaram, o paulista se foi e ficamos conversando, eles, de seus receios de tirar a roupa, pois afinal, eram ilhéus... Fizeram várias perguntas sobre o 'nudismo' e expliquei-lhes que o nudismo era apenas um aspecto do naturismo, que contemplava uma opção mais ampla de vida, com a busca de uma compreensão total de planeta, de universo, de humanidades, de consumo e reaproveitamento dos dons e dádivas recebidos do universo. Passava por reciclagem, pacifismo, democracia, tolerância...
Enquanto isso, uma ave passeava, nua, completamente, pelas areias da Galheta...
Na Galheta, encontramos dois surfistas. Eles ficaram de lado, observando as condutas.
Um rapaz, paulista, veio me pedir para cuidar das suas coisas: iria nadar um pouco. Fiquei com medo mas sorri e consenti: mar revirado, cheio de repuxo... Ainda comentei: Amigo, esta é uma praia naturista com opção ao nudismo, pode tirar o calção! Ele riu e eu disse: Bem, vai molhar seu calção...
Ele foi e logo o mar o puxou para o fundo e para perto do costão. Levantei e fiz sinal para João, que foi até a beira d'água e o chamou. Sem dar pé, ele foi segurando no rochedo e salvou-se. Os dois surfistas também estavam atentos.
Ele veio falar comigo, disse-lhe dos perigos daquele mar e das perdas que já tivemos. Era Páscoa, agora, e tudo acabava bem. Os dois surfistas também se achegaram, o paulista se foi e ficamos conversando, eles, de seus receios de tirar a roupa, pois afinal, eram ilhéus... Fizeram várias perguntas sobre o 'nudismo' e expliquei-lhes que o nudismo era apenas um aspecto do naturismo, que contemplava uma opção mais ampla de vida, com a busca de uma compreensão total de planeta, de universo, de humanidades, de consumo e reaproveitamento dos dons e dádivas recebidos do universo. Passava por reciclagem, pacifismo, democracia, tolerância...
Enquanto isso, uma ave passeava, nua, completamente, pelas areias da Galheta...
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
A Praia do Pinho e o Xll Congrenat
Estivemos na Praia do Pinho, eu, meu marido João Batista Freire, meu amigo Roberto e meu amigo Afonso Alles, Presidente da AGAL - Associação dos Amigos da Praia da Galheta.
Amanheceu um dia chuvoso e ventava sul, e lá fomos nós, conferir as decisões do Xll Congrenat, onde elegeu-se presidente da entidade o senhor João Olavo Paz Rosés. Feliz e forte, repleto de simpatia e determinações.
Percebemos que amar o estilo de vida naturista apresenta várias vertentes: há naturistas que poderiam ter espaços fechados, particulares, para poder conviver com seus pares sem roupa - e estaria ótimo. Outros desejam o ambiente natural, as praias. Para uns outros, cruzeiros, festas... E por aí seguem as saudáveis variações. O traço comum: todos e todas querem preservado seu direito de andar nus.
Todas as praias naturistas que conheço, aliás, são dotadas de uma beleza extraordinária. Aproveito um passeio no http://www.brasilnaturista.com/ e elejo a número 1 a bela Galheta, por ser tão única, com total ausência de construções. Vá até lá e olhe para qualquer lado: o nu está em tudo.
Na Galheta, em nosso desejo de nudez, encontra-se também o desejo de preservar a liberdade do outro, e o outro é aquele que quer estar na Galheta mas andar vestido. Biquini, maiô... A convivência pacífica deveria ser um dos ideais da humanidade, em qualquer área. E o livre direito de ir e vir.
Cremos que o naturista deve orgulhar-se das roupas que não veste.
Voltando ao Pinho, além de perceber pontos comuns aos naturistas, percebemos também problemas comuns: voyers mau-intencionados, especulação imobiliária sempre a postos, necessidade de propagação da filosofia naturista visando aumento de freqüência nas praias naturistas.
Tudo são questões para serem pensadas pelo Sr. João Olavo Paz Rosés, novo presidente da FBrN, a Federação Brasileira de Naturismo.
Na praia, fez sol para lagartearmos um tanto. O banho de mar estava uma beleza e a Praia... tão linda...
Saudações naturistas a todos e a todas!

Na foto, Afonso Alles, o segundo na mesa da esquerda para a direita. Nós outros, escorregando já para o sol...
Amanheceu um dia chuvoso e ventava sul, e lá fomos nós, conferir as decisões do Xll Congrenat, onde elegeu-se presidente da entidade o senhor João Olavo Paz Rosés. Feliz e forte, repleto de simpatia e determinações.
Percebemos que amar o estilo de vida naturista apresenta várias vertentes: há naturistas que poderiam ter espaços fechados, particulares, para poder conviver com seus pares sem roupa - e estaria ótimo. Outros desejam o ambiente natural, as praias. Para uns outros, cruzeiros, festas... E por aí seguem as saudáveis variações. O traço comum: todos e todas querem preservado seu direito de andar nus.
Todas as praias naturistas que conheço, aliás, são dotadas de uma beleza extraordinária. Aproveito um passeio no http://www.brasilnaturista.com/ e elejo a número 1 a bela Galheta, por ser tão única, com total ausência de construções. Vá até lá e olhe para qualquer lado: o nu está em tudo.
Na Galheta, em nosso desejo de nudez, encontra-se também o desejo de preservar a liberdade do outro, e o outro é aquele que quer estar na Galheta mas andar vestido. Biquini, maiô... A convivência pacífica deveria ser um dos ideais da humanidade, em qualquer área. E o livre direito de ir e vir.
Cremos que o naturista deve orgulhar-se das roupas que não veste.
Tudo são questões para serem pensadas pelo Sr. João Olavo Paz Rosés, novo presidente da FBrN, a Federação Brasileira de Naturismo.
Na praia, fez sol para lagartearmos um tanto. O banho de mar estava uma beleza e a Praia... tão linda...
Saudações naturistas a todos e a todas!

Na foto, Afonso Alles, o segundo na mesa da esquerda para a direita. Nós outros, escorregando já para o sol...
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Dias em Tambaba
Tambaba continua bela, não obstante ter encolhido.
As minorias são geralmente empurradas, espremidas.
Nós, naturistas, não temos mais o direito de passar para a segunda secção da praia - temos que vestir-nos, agora.
Não bastasse, o iluminadíssimo prefeito lança projeto de lei que proíbe o naturismo em Tambaba.
Por todo lugar onde se anda na Paraíba, perguntam-nos: 'Já conhece Tambaba?'
O povo acha pitoresco uma praia naturista. Não vê com maus olhos. Dividem-se entre os que compreendem ou não julgam. Se julgasem, compreenderiam que o corpo nu é assim como nasceu - é o cérebro, sempre desnudo, quem maquina. Aliás, são os homens mais bem vestidos do Brasil que produzem os maiores escândalos. Eles estão lá na calorenta Brasília, com seus ternos, e em outras repartições, beneficiando-se, sancionando, tramando...
O ser sem roupa não trama. Vive, apenas. O dia é novo quando o sol nasce, e a renovação vem em ondas, quando se vive em Tambaba. O corpo desnudo, de toda idade ou com quantas camadas, é pacífico e amistoso em Tambaba.
Na entrada da Praia de Tambaba, a SONATA, Associação que procura cuidar de um espaço que todos deveríamos cuidar, mantém um abaixo-assinado contra o projeto de lei do Senhor Prefeito. É uma pena, gente assim no poder - é uma mula, disse alguém.
Nada: mula ou jegue são símbolos do trabalho, bichos doces, amigos e NUS. O prefeito é um coitado de roupas. Nunca poderá tirar a roupa ou a máscara. Nós sim, podemos desnudar-nos e lutar!
As minorias são geralmente empurradas, espremidas.
Nós, naturistas, não temos mais o direito de passar para a segunda secção da praia - temos que vestir-nos, agora.
Não bastasse, o iluminadíssimo prefeito lança projeto de lei que proíbe o naturismo em Tambaba.
Por todo lugar onde se anda na Paraíba, perguntam-nos: 'Já conhece Tambaba?'
O povo acha pitoresco uma praia naturista. Não vê com maus olhos. Dividem-se entre os que compreendem ou não julgam. Se julgasem, compreenderiam que o corpo nu é assim como nasceu - é o cérebro, sempre desnudo, quem maquina. Aliás, são os homens mais bem vestidos do Brasil que produzem os maiores escândalos. Eles estão lá na calorenta Brasília, com seus ternos, e em outras repartições, beneficiando-se, sancionando, tramando...
O ser sem roupa não trama. Vive, apenas. O dia é novo quando o sol nasce, e a renovação vem em ondas, quando se vive em Tambaba. O corpo desnudo, de toda idade ou com quantas camadas, é pacífico e amistoso em Tambaba.
Na entrada da Praia de Tambaba, a SONATA, Associação que procura cuidar de um espaço que todos deveríamos cuidar, mantém um abaixo-assinado contra o projeto de lei do Senhor Prefeito. É uma pena, gente assim no poder - é uma mula, disse alguém.
Nada: mula ou jegue são símbolos do trabalho, bichos doces, amigos e NUS. O prefeito é um coitado de roupas. Nunca poderá tirar a roupa ou a máscara. Nós sim, podemos desnudar-nos e lutar!
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
Parada da Diversidade
Irmãos e Irmãs, nesta ampla natureza que faz a nós todos humanos, e mais, seres - segundo Pessoa, aqueles que são - assim como pedras e rios e árvores.
Pela Parada da Diversidade, que no domingo iluminou, coloriu e irmanou os diversos de nós na cidade, posto, antes dos usuais clichês, uma luminosidade a mais naquele entardecer. Paz na terra, diria uma voz que desejamos. A voz da Justiça e do Respeito, acho.
domingo, 15 de agosto de 2010
O Corpo Conjunto
Sobre a postagem anterior, desejei dar às vistas o texto que recebi de um amigo naturista, pois é isso o corpo, não veículo de uma coisa, de um vapor etéreo ou espuma misteriosa, o corpo é ele mesmo, e não mero volume, distribuído por formas e funções. O corpo é a maneira como a vida se expressa, o corpo sou eu, a mão e o afago sou eu, a boca e o beijo, eu mesma, eu e o abraço; o corpo vestido, a expressão social ou a necessidade de agasalho, o corpo desnudo sou eu na praia, natural, sentido e expressão, não um canal, mas a integração de invólucro e conteúdo, tão perfeita, que não há como desgrudar sem que esse 'eu' deixe de existir...
Por isto o amor, a reverência, o respeito ao corpo, templo querido onde entro e que entra em mim.
Na fotografia, Renato integrado à natureza da trilha da Galheta. Foto feita e gentilmente cedida por meu amigo Paulo.
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