O Nu nunca sai da Moda

Amigas e Amigos Naturistas,
Este blog inaugura junto com o ano de 2010, fundado por mim, Mara Freire, secretária da AGAL, com a colaboração dos meus amigos, Affonso e Miriam Alles, presidente e vice-presidente da Associação dos Amigos da Praia da Galheta.
Nosso objetivo é divulgar, orientar e esclarecer.
As fotografias postadas são de autoria, em sua maioria, de Mara Freire e Miriam Alles, com alguns outros colaboradores. Os textos enviados, por expressarem a opinião pessoal de quem os enviou, serão publicados se forem coerentes e interessantes.
Visitem a Galheta, Cuidem da Galheta. Ela é linda, assim nua.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Livro da Galheta viaja para Brasília

Mestre Woo, de Brasília, foi convidado para o 40º aniversário da Associação de Professores da UFSC. Ele é mestre da Professora Teresa Sell que oferece aulas de Chi Kun pela associação aos professores desta universidade. Oferecemos ao mestre, pela AGAL, o livro da Galheta publicado em 2012 com a seguinte mensagem:
Querido Mestre,
Parece que estamos unidos pelo mesmo espirito, o cuidado com o Planeta.
Aqui nesta Ilha de Santa Catarina conseguimos manter dois locais para a população:
o Parque da Luz na cabeceira da Ponte Velha e a Praia/Parque da Galheta na costa leste da Ilha.
Este livro tem parte da história de nossa luta pela preservação da Praia/Parque da Galheta.
Assinado: Affonso Alles, presidente da AGAL
Miriam Carvalho Alles, vice-presidente da AGAL

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Dia das Mães Naturistas

O dia das mães é mais um dia importante para pensarmos nos filhos que trouxemos ao mundo e que mundo gostaríamos de deixar a eles.
Acredito que a primeira e maior educadora de uma criança é a Mãe, e os ensinamentos devem ser de dignidade, ética, preservação e partilha dos recursos de nosso planeta e especialmente de um amor incondicional a este nosso lar planetário e aos seus outros habitantes, nossos irmãos.
As fotos que seguem foram cedidas pela querida amiga naturista Jovina, desfrutando harmônica e naturalmente de uma linda porção do universo - a Praia do Pinho, SC. Obrigada!



Está muito bom, o blog do JC!

http://jcnaturista.blogspot.com/?zx=f85abe0525d3d583

terça-feira, 26 de abril de 2011

Nua, nua, na Galheta...


Eu também estava lá...

Estive na Galheta

Domingo de Páscoa.
Na Galheta, encontramos dois surfistas. Eles ficaram de lado, observando as condutas.
Um rapaz, paulista, veio me pedir para cuidar das suas coisas: iria nadar um pouco. Fiquei com medo mas sorri e consenti: mar revirado, cheio de repuxo... Ainda comentei: Amigo, esta é uma praia naturista com opção ao nudismo, pode tirar o calção! Ele riu e eu disse: Bem, vai molhar seu calção...
Ele foi e logo o mar o puxou para o fundo e para perto do costão. Levantei e fiz sinal para João, que foi até a beira d'água e o chamou. Sem dar pé, ele foi segurando no rochedo e salvou-se. Os dois surfistas também estavam atentos.
Ele veio falar comigo, disse-lhe dos perigos daquele mar e das perdas que já tivemos. Era Páscoa, agora, e tudo acabava bem. Os dois surfistas também se achegaram, o paulista se foi e ficamos conversando, eles, de seus receios de tirar a roupa, pois afinal, eram ilhéus... Fizeram várias perguntas sobre o 'nudismo' e expliquei-lhes que o nudismo era apenas um aspecto do naturismo, que contemplava uma opção mais ampla de vida, com a busca de uma compreensão total de planeta, de universo, de humanidades, de consumo e reaproveitamento dos dons e dádivas recebidos do universo. Passava por reciclagem, pacifismo, democracia, tolerância...
Enquanto isso, uma ave passeava, nua, completamente, pelas areias da Galheta...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Praia do Pinho e o Xll Congrenat

Estivemos na Praia do Pinho, eu, meu marido João Batista Freire, meu amigo Roberto e meu amigo Afonso Alles, Presidente da AGAL - Associação dos Amigos da Praia da Galheta.
Amanheceu um dia chuvoso e ventava sul, e lá fomos nós, conferir as decisões do Xll Congrenat, onde elegeu-se presidente da entidade o senhor João Olavo Paz Rosés. Feliz e forte, repleto de simpatia e determinações.

Percebemos que amar o estilo de vida naturista apresenta várias vertentes: há naturistas que poderiam ter espaços fechados, particulares, para poder conviver com seus pares sem roupa -  e estaria ótimo. Outros desejam o ambiente natural, as praias. Para uns outros, cruzeiros, festas... E por aí seguem as saudáveis variações. O traço comum: todos e todas querem preservado seu direito de andar nus.
Todas as praias naturistas que conheço, aliás, são dotadas de uma beleza extraordinária. Aproveito um passeio no http://www.brasilnaturista.com/ e elejo a número 1 a bela Galheta, por ser tão única, com total ausência de construções. Vá até lá e olhe para qualquer lado: o nu está em tudo.
Na Galheta, em nosso desejo de nudez, encontra-se também o desejo de preservar a liberdade do outro, e o outro é aquele que quer estar na Galheta mas andar vestido. Biquini, maiô... A convivência pacífica deveria ser um dos ideais da humanidade, em qualquer área. E o livre direito de ir e vir.
Cremos que o naturista deve orgulhar-se das roupas que não veste.

Voltando ao Pinho, além de perceber pontos comuns aos naturistas, percebemos também problemas comuns: voyers mau-intencionados, especulação imobiliária sempre a postos, necessidade de propagação da filosofia naturista visando aumento de freqüência nas praias naturistas.
Tudo são questões para serem pensadas pelo Sr. João Olavo Paz Rosés, novo presidente da FBrN, a Federação Brasileira de Naturismo.
Na praia, fez sol para lagartearmos um tanto. O banho de mar estava uma beleza e a Praia... tão linda...
Saudações naturistas a todos e a todas!

Na foto, Afonso Alles, o segundo na mesa da esquerda para a direita. Nós outros, escorregando já para o sol...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dias em Tambaba

Tambaba continua bela, não obstante ter encolhido.
As minorias são geralmente empurradas, espremidas.
Nós, naturistas, não temos mais o direito de passar para a segunda secção da praia - temos que vestir-nos, agora.
Não bastasse, o iluminadíssimo prefeito lança projeto de lei que proíbe o naturismo em Tambaba.
Por todo lugar onde se anda na Paraíba, perguntam-nos: 'Já conhece Tambaba?'
O povo acha pitoresco uma praia naturista. Não vê com maus olhos. Dividem-se entre os que compreendem ou não julgam. Se julgasem, compreenderiam que o corpo nu é assim como nasceu - é o cérebro, sempre desnudo, quem maquina. Aliás, são os homens mais bem vestidos do Brasil que produzem os maiores escândalos. Eles estão lá na calorenta Brasília, com seus ternos, e em outras repartições, beneficiando-se, sancionando, tramando...
O ser sem roupa não trama. Vive, apenas. O dia é novo quando o sol nasce, e a renovação vem em ondas, quando se vive em Tambaba. O corpo desnudo, de toda idade ou com quantas camadas, é pacífico e amistoso em Tambaba.
Na entrada da Praia de Tambaba, a SONATA, Associação que procura cuidar de um espaço que todos deveríamos cuidar, mantém um abaixo-assinado contra o projeto de lei do Senhor Prefeito. É uma pena, gente assim no poder - é uma mula, disse alguém.
Nada: mula ou jegue são símbolos do trabalho, bichos doces, amigos e NUS. O prefeito é um coitado de roupas. Nunca poderá tirar a roupa ou a máscara. Nós sim, podemos desnudar-nos e lutar!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Parada da Diversidade


Irmãos e Irmãs, nesta ampla natureza que faz a nós todos humanos, e mais, seres - segundo Pessoa, aqueles que são - assim como pedras e rios e árvores.
Pela Parada da Diversidade, que no domingo iluminou, coloriu e irmanou os diversos de nós na cidade, posto, antes dos usuais clichês, uma luminosidade a mais naquele entardecer. Paz na terra, diria uma voz que desejamos. A voz da Justiça e do Respeito, acho.

domingo, 15 de agosto de 2010

O Corpo Conjunto


Sobre a postagem anterior, desejei dar às vistas o texto que recebi de um amigo naturista, pois é isso o corpo, não veículo de uma coisa, de um vapor etéreo ou espuma misteriosa, o corpo é ele mesmo, e não mero volume, distribuído por formas e funções. O corpo é a maneira como a vida se expressa, o corpo sou eu, a mão  e o afago sou eu, a boca e o beijo, eu mesma, eu e o abraço; o corpo vestido, a expressão social ou a necessidade de agasalho, o corpo desnudo sou eu na praia, natural, sentido e expressão, não um canal, mas a integração de invólucro e conteúdo, tão perfeita, que não há como desgrudar sem que esse 'eu' deixe de existir...
Por isto o amor, a reverência, o respeito ao corpo, templo querido onde entro e que entra em mim.
Na fotografia, Renato integrado à natureza da trilha da Galheta. Foto feita e gentilmente cedida por meu amigo Paulo.

"Beauty"

Exerto do livro "Beauty", do esteta inglês Roger Scruton, ainda não publicado em Língua Portuguesa:


"Quando nós falamos de um belo corpo humano, nós nos referimos à bela corporatura de

uma pessoa e não a um corpo considerado meramente como tal. Isso é evidente se nós

focalizarmos determinada parte, como o olho ou a boca. Você pode ver a boca meramente

como uma abertura, um orifício na carne pela qual coisas são engolidas e do qual coisas emergem.

Um cirurgião pode ver a boca dessa maneira ao tratar uma doença. Mas não é a maneira pela qual

vemos a boca quando estamos face a face com outra pessoa. Para nós, a boca não é uma abertura

pela qual os sons saem, mas uma coisa falante continuamente com o "Eu", cuja voz é. Beijar alguém

na boca não é pôr uma parte do corpo contra outra, mas tocar a outra pessoa no seu próprio interior.

Por isso o beijo é um compromisso - um movimento do próprio eu para com o outro, e uma

"convocação" do outro para a superfície do seu ser." (Oxford: Oxford University Press, 2009. p. 47-48.)
A fotografia acima foi-me gentilmente cedida pelo amigo Paulo Sérgio Rodrigues: 'Renato na Trilha da Galheta'.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Inverno, As Roupas, O Corpo

A Galheta esteve bastante deserta nestes dias. Algum avanço da maré, como em outras praias da ilha, e no mais, solidão, esta da qual a gente nunca se incomoda de andar junto: som das ondas, alguma gaivota ou outra ave, um cachorro passeando com um humano.
Em julho teve banho de mar. Lá no início do mês, dia quente, água nem tanto, mas sempre boa, sempre bem vinda. Agora, esperemos as amenidades de agosto, que venham. Um grupo de Fotografia de Natureza já nos avisou que fará uma trilha, aquela que sai lá da Barra da Lagoa, e enviarão fotos da mais bela paisagem da ilha, a Galheta Nua. Enquanto isto, seguimos vestidos, agasalhados mas com a alma sempre à vista, como manda o desejo.
No próximo post, que está bem próximo, pois ficarei mais assídua, falarei sobre o corpo, com a propriedade de algum filósofo a subscrever-me.
Abraços a todos e a todas e saudades da nossa natureza humana - nua.
Fotografia da minha querida Miriam.

domingo, 6 de junho de 2010

Dia Mundial do Meio Ambiente e Dia Mundial do Naturismo


05 de Junho  - Dia Mundial do Naturismo
O Dia Internacional do Naturismo foi estabelecido pela INF - Federação Internacional de Naturismo para incentivar a divulgação da filosofia naturista no mundo.
O Grupo Naturismo Capixaba estará reunido em Vitória para confraternizar e comemorar recebendo novos amigos que desejam conhecer a nossa filosofia.
Aproveitamos para parabenizar a toda a irmandade naturista brasileira.


05 de Junho -
Dia Mundial do Meio Ambiente
O Dia Mundial do Meio Ambiente foi estabelecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972, marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano. Celebrado anualmente, desde então, no dia 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente catalisa a atenção e ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental.
Procure se informar sobre outras ações que poderá praticar para ajudar o nosso planeta Terra: diminuir os gastos com água, energia, emissão de gases nocivos, ajudando a separar o lixo produzido para a reciclagem, andar mais a pé, de bicicleta e de transporte coletivo, não sair com carros utilitários para ir ao trabalho transportando poucas pessoas.
Atualmente o chamado desenvolvimento sustentável é o único capaz de propiciar condições de preservar os recursos naturais e condições de vida saudável para as gerações futuras. Para que isto ocorra a educação ambiental tem uma importância extraordinária porque conscientiza e altera os padrões de comportamento do ser humano em relação à natureza. Segundo o conservacionista inglês Broad, 'Na educação, reside a única esperança de se evitar a total destruição da natureza'. Que ela possa ser portanto, implementada maciçamente, em todos os locais de forma a conscientizar a todas as pessoas porque a educação ambiental reveste-se no mais importante instrumento para a preservação da natureza.

Mensagem recebida do Grupo Naturismo Capixaba.
Obrigada, Amigos. União, Esperança e Ação, SEMPRE.

sábado, 10 de abril de 2010

A Primeira Nudez



Naquela manhã, refiz-me humana, renascida.
Reuniam-se em meu corpo a nudez festejada pela liberdade e o pudor recompensado.
A nudez vinha para mim associada aos sentimentos mais infantis, estar pura, sem pudores, despudorada, enfim, não precisava mais ser pejorativo. Estar nua era estar definitiva, como vim e como irei. Feita e desfeita do início.
Estar de roupa, ao contrário, sempre me parecera perfeito artíficie de sedução, pernas a mostrar quando se as cruza, um decote, colo bronzeado, curvas se insinuando por baixo da roupa. Tudo que se insinua não é , de fato. Finalmente, eu era. Ser sem nada, ser sem rótulos, a roupa, grande rótulo do humano. O homem faz –se humano quando nasce, e é sem roupas. Todo animal de roupa não passa de um ridículo. A roupa passa, então, a ser a simulação do que não somos. Nossas aspirações, desejos e frustrações. Nem por isso é má, e justamente por isso se faz boa. A roupa nos permite a paz de não mostrar. Mostrar é o conflito, é o enfrentamento, fim do adiamento. A nudez é como a luz que mostra. E a luz que tudo mostra é benigna, a luz fotográfica revela as imagens, nos deixa ver sem enganos. A roupa passa a ser nosso divã, cama de deitar e pedir para que as coisas sejam de outra forma. A fantasia de disfarçar tudo o que negamos e ressaltar tudo que mais amamos. Curvas, gorduras, contornos, barrigas, peles, tudo se esconde por baixo das roupas.
Mas na manhã em que tirei a roupa, não houve mais pudor, nem conflito, nem máscara, éramos eu e o sol, nenhum dizia ao outro o que fazer, estávamos na mesma condição, ao natural. A água fria e o sol quente davam a sensação da nudez da primeira vez (porque nudez não mais social, nudez pública reprovável, nudez assumida) uma idéia de que poderia andar nua para sempre, e em todo lugar. Que a roupa, como a casa e a árvore, só serviriam mais para me abrigar.
Galheta, aquela que contém, desfila seus ventos por meu corpo desde os primeiros sóis de primavera, até os últimos do inverno. E nos dias bravos, de humor absurdamente frios, esquentam meu casaco até que ele mesmo deseje sair.
O vento nos pêlos, o vento na barriga, o sol na cara, que criança sempre me sentirei nua...

Em cada um dos dois extremos, um quase istmo. Urubus de polegar opositor sobrevoando a pureza.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

História de Amor na Galheta


Tu queres ouvir uma história de amor?

Numa ilha há muitos e muitos anos, vivia um povo ligado à Natureza. Falavam a língua dos animais, das pedras e dos vegetais e todos viviam em harmonia. As árvores e as pedras se ofereciam para construir as casas e utensílios domésticos. Todos eram e viviam muito coloridos e alegres, e tocavam música com instrumentos musicais de sons maravilhosos. Pintavam suas peles e cabelos com pigmentos obtidos das sementes das frutas e dos minerais da própria terra. Sempre havia festas em agradecimento à Natureza, que aconteciam numa praia de águas límpidas e cristalinas.
Quando havia temporais ficavam felizes porque o ar e a terra eram purificados.
Toda manhã nas areias daquela praia a Leste, cantavam, dançavam, se amavam, e comiam frutas e sementes para reverenciar e agradecer a Natureza.
Neste lugar havia um dragão. Ele era verde. Soltava fogo, que ajudava no aquecimento no inverno e para cozinhar os alimentos. Protegia e brincava com as crianças, que escorregavam nas suas costas, ou se agarravam em suas escamas. E também voava, o que a todos maravilhava.
Numa manhã, após um grande temporal, surgiu próximo à praia um objeto muito estranho. Seria outro dragão? Era um objeto enorme, feito de pedaços de galhos amarrados com cipó. Por isso deram o nome de Galheta àquele “barco” estranho.
Dentro dele havia outras pessoas, de pele branca e cabelos claros, diferente da cor da pele e dos cabelos das pessoas daquela ilha. E usavam roupas, que não conheciam. E falavam outra língua.
Vieram do céu? Vieram do mar? Vieram de onde? Que seria aquilo?
As pessoas da “galheta” gritavam e gesticulavam, e os nativos não compreendiam o que se passava.
Os velhos pediram silêncio e pelos gestos compreenderam que estavam perdidos. A tempestade os havia arrastado para aquele lugar e estavam encalhados, não podiam seguir viagem.
Imediatamente todos se mobilizaram. Cavalos, golfinhos, bois e cipós se ofereceram para ajudar. Chamaram a maré, as ondas do mar e o vento. A maré subiu e o vento provocou uma onda grande e suave para formar um buraco a fim de que o barco novamente pudesse flutuar.
As pessoas da “galheta” nunca haviam visto gente tão livre e tão feliz. Todos viviam nus, muito coloridos e só se protegiam do frio com o calor do fogo do dragão.

Junto ao barco ajudando estava um casal apaixonado, Íris e Arcon.
Quando o barco novamente flutuou, se deram conta que não dava mais pé. Arcon ficou preso à embarcação, enredado nos cipós que haviam usado para puxar com os bois e os cavalos.
O barco foi se afastando e só então Iris percebeu que Arcon estava com seus pés presos nos cipós e era arrastado pelo movimento do barco. Desesperada ela gritava para a “galheta” parar, mas os que estavam a bordo não compreenderam. Depois de muita luta, ele conseguiu se livrar, mas foi para o fundo do mar e o barco seguiu viagem. Os da praia não conheciam o fundo do mar e não sabiam como resgatar Arcon.
Todos choraram muito a separação dos dois amantes. As pessoas, as plantas, as árvores, os animais e as pedras. O céu chorou tanto que caiu uma enorme tempestade, a maior de todas. Das lágrimas do céu surgiu uma grande lagoa. A terra tremeu tanto de tristeza que houve um grande terremoto, surgindo então uma montanha entre o mar e a lagoa. Mas todos permaneceram na praia esperando Arcon, que não mais retornou.
Íris pediu aos peixes e às ondas que a levassem para se encontrar com Arcon. Foi levada e lá ficou. Os peixes e as gaivotas passaram então a levar alimentos para o casal.
A Natureza lhes fez então uma homenagem. As pedras à esquerda da praia da Galheta se transformaram e a partir de então se pode ver Arcon abraçando Íris, e quando a maré baixa pode-se ver os seus cabelos verdes. Sempre está ali um casal de gaivotas.
À direita, onde é a praia Mole, está o dragão, com a sua cabeça repousando no mar, na ponta do Gravatá, e sua cauda em direção à Lagoa da Conceição.
A partir de então, nas chuvas de tarde de verão pode-se ver o Arco-Íris brilhando no céu.
Assim Néria contou e Reynaldo transcreveu.

Coisas que Toda Mulher Naturista Deve Saber

Ainda a respeito do comentário mais que oportuno do José rezende Jr., percebam que este blog tem somente quatro seguidoras mulheres...
Uma vez, estava com meu marido na belíssima Praia da Galheta. Poderia contar semelhante episódio ocorrido na Praia do Pinho, ou em outras praias do Brasil, mas falarei de minha praia.
João saiu para correr. Eu fiquei deitada embaixo do guarda sol, esticada. Quando sentei para ver um pouco o mar, percebi movimento à minha direita, uns três ou quatro metros para trás. Com alguma surpresa, mas não muita, percebi o que chamamos de 'masturbador', já em franca atividade de auto-prazer, aproveitando-se do que ele pensava, ou ser uma vítima incauta, ou uma 'vadia' nua, ou apenas porque deixou sua parte bicho dominar sua pequena parcela 'homem'. Vejam, até um bicho seguiria seu instinto, mas sem ignorar a parte 'côrte'.
Uma mulher sozinha deve preferir ficar próxima de outras pessoas. Não só a nudez, mas também o fato de se manter afastada, instiga este tipo de ato.
Eu tive vários sentidos ativados: raiva. Como se eu estivesse à disposição do tal sujeito para...
Senti-me nua ('E viram que estavam nus...').
Finalmente assumi o que era, uma naturista, cidadã, mulher adulta, autônoma e independente, amparada pela lei e, claro, pela presença um tanto próxima de outros banhistas. Todos ouviram meu discurso aos brados: "Mas o que é que o Senhor está pensando? Desconhece então as normas do naturismo? Pensa em desafogar-se, pois vá fazê-lo em sua casa, em seu banheiro! Tem família? Gostaria de tal ato à frente de sua mãe nua, de sua irmã? Tem esposa? Retire-se daqui ou chamarei a polícia para si!
João chegou a tempo de vê-lo retirar-se com o rabo imaginário entre as pernas.
Claro que o sangue me fervia às veias, mas fui me acalmando e esperando que ninguém deixe impune o assédio descarado. Todo mundo, em qualquer praia, tem o direito de paquerar. O problema é a violência do ato.

domingo, 14 de março de 2010

Mulheres Naturistas




No blog 'Peladista',
http://peladista.blogspot.com
Temos o justo comentário da Ariana, 'Onde estão as Mulheres Naturistas?'
Pois bem, já há respostas lá no 'peladista'. De homens.
Como Mulher Naturista, e já tirando a roupa e o rótulo, pois tudo o que sou é 'humana', digo que as mulheres são mais recatadas porque são mais atacadas, mais censuradas, mais cobradas. A mulher naturista está em todas as praias, sim, sempre em minoria. A mulher naturista é corajosa, forte, mas se expõe com alguma cautela. Na trilha, quem corre o risco de estupro são as mulheres, e todos sabemos disto. Vamos lá, sem panos quentes.
Em outra e outras ocasiões escreverei sobre tudo aquilo que é maravilhoso no naturismo e no fato de tirar a roupa.
Sou publicitária e fotógrafa profissional e não tenho vergonha de dizer a quem quer que seja: 'Sim, era eu dando aquela entrevista'. Ou, 'Sim, era eu na foto'.
Quando saiu foto minha na FSP, em pleno domingo de 2003 (e olha, não tenho mais 20, 30 anos..) recebi centenas de emails. Todos de homens. Os homens simplesmente pesquisam e descobrem sua localização. Daquele tempo, guardo curiosidades: muitas pessoas educadas, abertas, esclarecidas. A maioria escrevia: 'E aí, poderia me enviar umas fotos pelada...?'
Isso sem contar na Playboy ligando, fazendo propostas Photoshopeiras... Mas isso já é outra história...
Abraços a todos e a todas.
O crédito das fotografias: Mara Freire e João Batista Freire.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Trilha de Carnaval













Terça-feira de Carnaval, trilha que sai da Fortaleza da Barra em direção a Galheta. Uma trilha linda, cheia de surpresas coloridas, flor de cactus, orquídeas selvagens, frutas desconhecidas, pés de butiá...
Ao fundo e abaixo, a beleza da Praia da Galheta, e numa das fotos sua divisa com a Praia Mole, um dos acessos.
Chegando lá, o prazer de tomar banho de mar desnudados, nadar, conversar com os amigos, voltar pela Mole e comer um peixe...
Terça-feira Gorda...
As fotografias são de minha autoria, com exceção daquela em que apareço, obviamente...

Iemanjá na Praia da Galheta











O Bem cabe em todo lugar, e na Galheta cabe todo o bem.
Na Galheta estão os nus, os com roupa, os surfistas, os heteros, os gays, os surfistas, os naturistas e naturalistas, os que comem churrasco...
Nas festas de Iemanjá, lindas celebrações, emolduradas pelo panorama de sonho, que é esta Galheta.
Eh, Galheta...
As fotografias são da Miriam Alles, cada vez mais uma excelente fotógrafa-artista, atenta às luzes do entardecer...